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Poemas

Broadway

Para Alexandre

Stop Racism

It depends on what you feel

or how you feel.

It's a street

a famous street

a very famous street.

It can mean a way

or a feeling

for others

for you.

It can mean you are famous

but if you are not

don't change your life

just walk On Broadway*

and remember the song.


Simone


*Composição de Mann e Weill, famosa na voz de George Benson.

Stop Racism

Para Alexandre

Stop Racism

Quando penso
naquela pessoa que cuidou meus filhos
penso em seu amor
não em sua cor
Quando penso
em quem me ensinou a tocar violão
penso em seu talento
não em sua cor
Quando penso
em quem atendeu minha filha numa emergência
penso em sua competência
não em sua cor.
Cor não temos, devemos ter, lembrar, sentir, respeitar AMOR.
STOP RACISM!


When I think

That woman who took care  of my children

I think about her love

Not  her color.

When I think about 

Who tought me to play the guitar

I think about his talent

Not his color

When I think

The  man who helped  my daughter in an emergency

I think  about his competence

Not his color

Color, we don’t have

we should have 

we should remember

we should feel

we should respect LOVE.

STOP RACISM!


Simone

Para Alexandre

Para Alexandre

Para Alexandre

Um dia será um homem

Escolherá alguém para amar

Algo para trabalhar

Terá ideais, dúvidas, desejos

Hoje tão frágil

Chora seus sonhos

Pede colo

E eu, poderosa,

Tudo resolvo

Hoje o acalmo

Amanhã o ouvirei.


Simone Karam, 2003

Angústias

Ansiosa espera

Para Alexandre

Me angustia

o céu escurecendo

e eu acompanhando as nuvens.

O sol forte do dia

e eu do outro lado da janela.

Me angustia

a mesa farta

e os homens com sua fome nas ruas,

as grades na janela

e o medo da aproximação.

Me angustia

a chuva que não vem,

as folhas que caem

de uma nova estação,

a música tocando em minhas tardes

e meus olhos vendo as folhas cobrirem o chão.


19/02/1991

Ansiosa espera

Ansiosa espera

Ansiosa espera

Desta vez não boto o pé na estrada

só por ir.

Vou com o cheiro do final de ano

e a ansiosa espera

de encontrar a cama arrumada

e o beijo de boa noite.

No meio-dia

um inesperado chamado para o almoço que está na mesa

com suco das frutas que se colheu.

Olhar pelos vidros da janela

os dias passando

e tomar chá na varanda

ao som do rádio

sentindo cheiro do campo e das flores.

Caminhar meus pés na terra quente

esperar o sol se por

e falar da infância.

Ver minha sombra no entardecer

e as curvas do meu corpo

que um dia me envergonhava de ter.

Esperar a primeira estrela brilhar

o vagalume piscar

e pensar no que fazer.


Novembro/1990


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